(Escrito em: 21/06/2009)
Estou procurando umas belas palavras pra colocar aqui...
Estou vivendo um misto de coisas... Não sei se rio ou choro... Se me afasto, se me aproximo cada vez mais...
Conflito... Dúvida... Medo... Saudade... Angústia...
Tantas interrogações em um único coração. Em uma única mente...
É tão diferente. Sem explicação... Muitas frases vêm ao pensamento. Algumas belas, outras difíceis, porém também belas.
Momentos da vida... Momentos peculiares.
É estranho quando se para pra pensar, aí você vê que tem algo acontecendo... Algo que você sabia que poderia acontecer, algo que você mesmo, de certa forma, buscou... Você pode até fingir que não vê... Que não está vivendo... Que não há como... Mas no fundo você sabe a verdade.
Pois é “as respostas são maiores que as perguntas”... E quando não se sabe nem o que perguntar?
Distância, ausência, saudade, curiosidade...
Ainda não encontrei as perguntas certas para obter tal resposta...
Será você uma resposta?
Será você uma pergunta?
Será você?
Na verdade o maior medo, aquele que mais assusta é o que está acontecendo nesse intervalo...
O grande intervalo entre a pergunta e a resposta...
Será que estou agindo corretamente?
Será que devo persistir?
Acho que se resume nessa afirmativa “o que diferencia o ser humano dos animais não é a razão... mas a paixão”...
O que fazer?
O que dizer?
O que parar?
O que falar?
Oh vida... Oh vida...
Grande e maravilhosa vida... Doce e por vezes amarga vida...
Abraços não dados... Ausência constante... Coração errante...
“Você está ai, eu estou aqui... Acho que algum de nós está no lugar errado!”
Vamos seguindo.
Pois a vida continuará.
Dúvidas, sempre existirão.
A distância pode aumentar.
A saudade sufocar.
A razão falhar.
A lágrima rolar.
Até a chuva pode cair.
Mas nessa tarde de domingo sem sol, sem perguntas, nem respostas, ainda assim algo existe...
Um desejo real de poder estar perto... De mesmo sem planos futuros sentir, nem que por um único instante, um olhar real, um sorriso face a face, um abraço forte, ainda que silencioso...
domingo, 19 de junho de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A vida é curta para ser pequena
Esse texto marcou muito minha vida... Vale a pena relembrar!!
A vida é curta para ser pequena
Ed René Kivitz
Perdão é chave que abre portas. Cada esbarrão pode ser transformado num encontro; cada trombada, num abraço; cada disputa, numa partilha.
A vida é muito curta para ser pequena. Pronunciada por um anônimo senhor de 80 anos, lá de Palmas (TO), essa frase grudou no meu coração. Perguntei para um monte de gente o que se podia aprender com ela. Minha filha fez o melhor resumo: “Curta em relação ao tempo, pequena em relação ao significado”. Um dos amigos de corrida matinal fez a melhor paráfrase: “A vida pára muito rápido para ser insignificante”.
Coisa estranha é essa de gente cujo fim da vida tem sobra dias e falta de significado. Imagino que Deus olhe para baixo e me aponte para um anjo: “Veja o Ed René, os dias dele estão se esgotando, mas ainda não fez nem a metade de tudo quanto sonhou”. Imagino também a mesma conversa a respeito de alguém menos ocupado em viver: “Veja o fulano – ainda têm pela frente muitos dias, mas ele se arrasta como um suplicante que já gostaria de ter encerrado a jornada”.
Existem aqueles que passam a vida a sonhar, como avião sem trem de pouso, sempre voando, sem conseguir voltar ao chão. A respeito desses tais a gente costuma dizer que vivem no mundo da lua. Há também os que são rasteiros – caminham como burros de carga, pensos, cabeça voltada ao chão, dispendendo as últimas energias para conseguir mais um passo. Maldosamente se comenta a respeito dos tais que já morreram e esqueceram de enterrar.
O bom mesmo é sobrar significado na vida, ou como se diz no chavão popular: melhor é acrescentar vida aos seus anos do que anos à sua vida. Mas isso não é para qualquer um. Viver é uma arte, e como dizia Guimarães Rosa, é muito perigoso. Fácil é apequenar a vida. Torná-la grande é quase uma graça, graça dos céus.
Parei para me perguntar o que faz apequenar a vida. Ouvi sugestões de muita gente. A mágoa, o ressentimento, e a incapacidade de perdoar, por exemplo, apequenam a vida. Quando alguém não é bem-vindo no nosso coração, tudo que nos faz lembrar a pessoa passa a ser evitado ou fazer mal.
Por causa disso, a gente deixa de ir em festa, freqüentar determinado restaurante, ouvir aquela música e acaba jogando um monte de CD e livro fora. Ah, e rasga fotos lindas. A vida fica pequena. Gente, além de fazer falta, é indispensável. Quando esses sentimentos ruins dão as mãos para o desejo de vingança, então, a vida fica tão pequena que parece uma gaiola. Dá arrepios só de pensar.
O medo também faz apequenar a vida. Geralmente o medo aparece quando a memória encontra um arquivo danificado: uma experiência do passado mal resolvida. Cada vez que a gente se vê numa situação semelhante, a memória emocional apita e o medo aparece piscando suas luzes amarelas e lançando gás paralisante para todo lado. O medo do fracasso, da rejeição ou do sofrimento. Por causa do medo a gente perde oportunidades, rejeita ofertas irrecusáveis, evita abrir o coração, vive dizendo mais não do que sim.
A culpa, então, essa sim faz apequenar a vida. Culpa pelo que foi feito e pelo que não foi feito. Culpa falsa e culpa verdadeira. A culpa por frustrar o desejo dos outros, por não conseguir alcançar o padrão estabelecido, ou a mais simples – a culpa por ter feito uma tremenda besteira. Besteira grande tem conseqüências irreversíveis. Os efeitos não são necessariamente ruins, mas porque são resultado de besteiras, geralmente convivemos mal com as tais conseqüências, pois nos lembram sempre das besteiras que a elas deram origem.
Culpa das grandes são aqueles que feriram pessoas que amamos. Parece impossível tirar da memória a dor do outro, e seríamos capazes de quase qualquer coisa para voltar ao passado e fazer a curva uma esquina antes. Mas não dá. Como ouvi de uma amiga, a vida é muito curta e não dá tempo de passar a limpo. De fato, não dá para apagar as partes que a gente não gostou e transcrever somente as partes boas. A vida é assim; vai adiante com tudo, luzes e sombras. E alguma escuridão.
O labirinto construído pelo ressentimento, o medo e a culpa é quase sem solução. A maioria das pessoas fica rodando lá dentro, batendo a cabeça nas mesmas paredes e repisando o mesmo chão. Isso significa que ficam reforçando as mesmas emoções, consolidando os mesmos sentimentos e afundando ainda mais os sulcos da pele que desenham o sofrimento. São eles que deixam a pequenez da vida estampada na cara.
Minha vivência pastoral me ensinou que quase todos os conflitos vividos dentro deste labirinto podem ser resolvidos por uma só palavra: perdão. Perdoar quem nos feriu. Perdoar quem nos traiu. Perdoar quem nos rejeitou. Perdoar quem usurpou partes da nossa vida. Perdoar quem não nos aceitou. Perdoar quem nos exigiu demais. Perdoar quem nos exigiu de menos. Perdoar quem desistiu de nós. Perdoar quem nos rogou praga. Perdoar quem fez sofrer as pessoas que a gente ama. Enfim, perdoar um montão de gente, e principalmente, perdoar a nós mesmos.
O problema não é apenas que a vida é muito curta. O espaço de viver é muito estreito. A gente se esbarra o tempo inteiro. E a maioria dos esbarrões tende a nos fazer apequenar a vida. Por isso, o perdão é uma chave que abre portas e nos remete a horizontes cada vez mais ilimitados. Cada esbarrão pode ser transformado num encontro. Cada trombada num abraço. Cada disputa numa partilha. Cada caminhada numa excursão. E se é verdade que uma andorinha só não faz verão, só compartilha o céu quem oferece perdão.
A vida é curta para ser pequena
Ed René Kivitz
Perdão é chave que abre portas. Cada esbarrão pode ser transformado num encontro; cada trombada, num abraço; cada disputa, numa partilha.
A vida é muito curta para ser pequena. Pronunciada por um anônimo senhor de 80 anos, lá de Palmas (TO), essa frase grudou no meu coração. Perguntei para um monte de gente o que se podia aprender com ela. Minha filha fez o melhor resumo: “Curta em relação ao tempo, pequena em relação ao significado”. Um dos amigos de corrida matinal fez a melhor paráfrase: “A vida pára muito rápido para ser insignificante”.
Coisa estranha é essa de gente cujo fim da vida tem sobra dias e falta de significado. Imagino que Deus olhe para baixo e me aponte para um anjo: “Veja o Ed René, os dias dele estão se esgotando, mas ainda não fez nem a metade de tudo quanto sonhou”. Imagino também a mesma conversa a respeito de alguém menos ocupado em viver: “Veja o fulano – ainda têm pela frente muitos dias, mas ele se arrasta como um suplicante que já gostaria de ter encerrado a jornada”.
Existem aqueles que passam a vida a sonhar, como avião sem trem de pouso, sempre voando, sem conseguir voltar ao chão. A respeito desses tais a gente costuma dizer que vivem no mundo da lua. Há também os que são rasteiros – caminham como burros de carga, pensos, cabeça voltada ao chão, dispendendo as últimas energias para conseguir mais um passo. Maldosamente se comenta a respeito dos tais que já morreram e esqueceram de enterrar.
O bom mesmo é sobrar significado na vida, ou como se diz no chavão popular: melhor é acrescentar vida aos seus anos do que anos à sua vida. Mas isso não é para qualquer um. Viver é uma arte, e como dizia Guimarães Rosa, é muito perigoso. Fácil é apequenar a vida. Torná-la grande é quase uma graça, graça dos céus.
Parei para me perguntar o que faz apequenar a vida. Ouvi sugestões de muita gente. A mágoa, o ressentimento, e a incapacidade de perdoar, por exemplo, apequenam a vida. Quando alguém não é bem-vindo no nosso coração, tudo que nos faz lembrar a pessoa passa a ser evitado ou fazer mal.
Por causa disso, a gente deixa de ir em festa, freqüentar determinado restaurante, ouvir aquela música e acaba jogando um monte de CD e livro fora. Ah, e rasga fotos lindas. A vida fica pequena. Gente, além de fazer falta, é indispensável. Quando esses sentimentos ruins dão as mãos para o desejo de vingança, então, a vida fica tão pequena que parece uma gaiola. Dá arrepios só de pensar.
O medo também faz apequenar a vida. Geralmente o medo aparece quando a memória encontra um arquivo danificado: uma experiência do passado mal resolvida. Cada vez que a gente se vê numa situação semelhante, a memória emocional apita e o medo aparece piscando suas luzes amarelas e lançando gás paralisante para todo lado. O medo do fracasso, da rejeição ou do sofrimento. Por causa do medo a gente perde oportunidades, rejeita ofertas irrecusáveis, evita abrir o coração, vive dizendo mais não do que sim.
A culpa, então, essa sim faz apequenar a vida. Culpa pelo que foi feito e pelo que não foi feito. Culpa falsa e culpa verdadeira. A culpa por frustrar o desejo dos outros, por não conseguir alcançar o padrão estabelecido, ou a mais simples – a culpa por ter feito uma tremenda besteira. Besteira grande tem conseqüências irreversíveis. Os efeitos não são necessariamente ruins, mas porque são resultado de besteiras, geralmente convivemos mal com as tais conseqüências, pois nos lembram sempre das besteiras que a elas deram origem.
Culpa das grandes são aqueles que feriram pessoas que amamos. Parece impossível tirar da memória a dor do outro, e seríamos capazes de quase qualquer coisa para voltar ao passado e fazer a curva uma esquina antes. Mas não dá. Como ouvi de uma amiga, a vida é muito curta e não dá tempo de passar a limpo. De fato, não dá para apagar as partes que a gente não gostou e transcrever somente as partes boas. A vida é assim; vai adiante com tudo, luzes e sombras. E alguma escuridão.
O labirinto construído pelo ressentimento, o medo e a culpa é quase sem solução. A maioria das pessoas fica rodando lá dentro, batendo a cabeça nas mesmas paredes e repisando o mesmo chão. Isso significa que ficam reforçando as mesmas emoções, consolidando os mesmos sentimentos e afundando ainda mais os sulcos da pele que desenham o sofrimento. São eles que deixam a pequenez da vida estampada na cara.
Minha vivência pastoral me ensinou que quase todos os conflitos vividos dentro deste labirinto podem ser resolvidos por uma só palavra: perdão. Perdoar quem nos feriu. Perdoar quem nos traiu. Perdoar quem nos rejeitou. Perdoar quem usurpou partes da nossa vida. Perdoar quem não nos aceitou. Perdoar quem nos exigiu demais. Perdoar quem nos exigiu de menos. Perdoar quem desistiu de nós. Perdoar quem nos rogou praga. Perdoar quem fez sofrer as pessoas que a gente ama. Enfim, perdoar um montão de gente, e principalmente, perdoar a nós mesmos.
O problema não é apenas que a vida é muito curta. O espaço de viver é muito estreito. A gente se esbarra o tempo inteiro. E a maioria dos esbarrões tende a nos fazer apequenar a vida. Por isso, o perdão é uma chave que abre portas e nos remete a horizontes cada vez mais ilimitados. Cada esbarrão pode ser transformado num encontro. Cada trombada num abraço. Cada disputa numa partilha. Cada caminhada numa excursão. E se é verdade que uma andorinha só não faz verão, só compartilha o céu quem oferece perdão.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Ai que frio!!
Você já ouviu um “ai que frio” nos últimos dias, ou nos últimos minutos?
Chegou a época do ano de belas paisagens, belas comidas e chocolates quentes e muitos “ai que frio”.
Chegou a época romântica do ano, para os que tem com quem dividir e até para os que não tem.
A época de curtir um dia de sol, querendo se aquecer com ele.
A época de tirar do armário as muitas roupas e se vestir em camadas.
Cada época do ano tem suas cores, suas dores e seus amores.
Há quem busque alguém pra lhe aquecer no inverno, há quem queira estar junto em qualquer estação.
No inverno a gripe pega, mas a alegria de chegar em casa é maior que o normal.
No inverno somos mais agradecidos, pela roupa, pela comida, pelo chuveiro elétrico, pelo cobertor.
É isso aí, está começando a estação mais romântica para alguns, mais charmosa para outros, mais sofrida para tantos.
Vamos curtir, fazer jantas, assistir filmes, tirar fotos, ler um livro, se encolher alguns dias, tomar chá e sopa.
Admirar belos dias de sol, admirar amanheceres congelantes.
Agradecer pelo cobertor e pelo casaco.
Doar aqueles que não usamos mais. Ou aqueles que gostamos, mas que alguém precisa mais do que a gente.
Independente da estação, que você possa sorrir, curtir, agradecer e amar.
Ah, já tinha esquecido: Ai que frioooo!
Chegou a época do ano de belas paisagens, belas comidas e chocolates quentes e muitos “ai que frio”.
Chegou a época romântica do ano, para os que tem com quem dividir e até para os que não tem.
A época de curtir um dia de sol, querendo se aquecer com ele.
A época de tirar do armário as muitas roupas e se vestir em camadas.
Cada época do ano tem suas cores, suas dores e seus amores.
Há quem busque alguém pra lhe aquecer no inverno, há quem queira estar junto em qualquer estação.
No inverno a gripe pega, mas a alegria de chegar em casa é maior que o normal.
No inverno somos mais agradecidos, pela roupa, pela comida, pelo chuveiro elétrico, pelo cobertor.
É isso aí, está começando a estação mais romântica para alguns, mais charmosa para outros, mais sofrida para tantos.
Vamos curtir, fazer jantas, assistir filmes, tirar fotos, ler um livro, se encolher alguns dias, tomar chá e sopa.
Admirar belos dias de sol, admirar amanheceres congelantes.
Agradecer pelo cobertor e pelo casaco.
Doar aqueles que não usamos mais. Ou aqueles que gostamos, mas que alguém precisa mais do que a gente.
Independente da estação, que você possa sorrir, curtir, agradecer e amar.
Ah, já tinha esquecido: Ai que frioooo!
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