quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Pontes ou muros?

Pontes e muros
Obras arquitetonicas que nos protegem. Formas distintas de construção, mas cada uma com papel importante.
O muro te cerca, te deixa seguro, te isola dos perigos ao redor.
A ponte te faz cruzar caminhos que não poderias, te faz passar sobre águas e abismos. Te leva de cá para lá.
Em uma estrada é mais útil se deparar com a ponte ou o muro? O que te faz atravessar?
E nos relacionamentos: temos nos protegido com muros, nos isolado e talvez assim sentido alguma segurança? Ou temos construido pontes que são os elos, trazendo possibilidades de unir, de juntar?
Se surgir um muro no meio do caminho, vamos dar de cara nele? Talvez quebrar o nariz?
Vamos tentar pular para o outro lado? Podemos subir no muro, pular para o lado mais atrativo, ou ainda tentar o equilibrio lá encima. Porém é preciso saber que o vento pode soprar muito forte, vir em forma de tormenta e nos derrubar. Podemos nos quebrar, ou machucar quem ficou do outro lado.
Quem sabe, quando pensarmos bem, percebamos que os vários tijolos que formaram o muro precisem ser retirados, um a um, aos poucos.
Quem sabe os mesmos tijolos possam servir para uma re-construção.
Tiremos os tijolos, mesmo que de vagar, pois muro mal feito pode ruir a qualquer momento e esmagar alguém.
Vamos cuidar do alicerce para que a obra seja bem feita,mas principalmente, bem colocada - numa posição adequada- sem trancar o caminho, sem romper a construção começada.
Os "tijolos" que vieram às nossas mãos devem ser bem usados. Não os lancemos contra alguém. Construamos algo bom com eles!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O que te deixa chateado?




Vivemos dia difíceis né? É falta de respeito, falta de empatia, falta de amor ao próximo, falta de dinheiro...
Dias atrás precisei de um serviço público, pois tive que fazer uma perícia médica. A paciência começou a ser exercitada no trânsito, sair em horário de pico não é fácil. Pontos para o motorista do uber, simpático e tranquilo na direção...
Bom, começando a jornada na agência da previdência, fila para a primeira senha... Eu, minha bolsa, meu bebê conforto com meu filhão dentro e muita espera. Enquanto isso, muita gente reclamando ao redor.
Quando enfim minha senha foi chamada, lá vou eu, minha bolsa dentro do bebê conforto e meu bebê dormindo no colo... Bastante peso pra carregar né? As pessoas me olhando com cara de "seiláoque", quantos se prontificaram a ajudar? Ah o "guardinha" segurou a porta, pra ela não bater em mim.
O funcionário público atrás da mesa foi simpático, me falou que na próxima etapa seria mais rapidinho. Deu tempo até de me contar que também tem um bebê.
Lá vamos nós, outra sala de espera, outro monitor com senha pra aguardar. E não é que foi rápido!Tão rápido quanto minha perícia que durou umas 5 perguntas e um pedido negado. Realmente não "ensaiei" bem as respostas...
Depois de refletir, me chatear por ficar sem esse valor bem agora, fim de ano, posso garantir que o que mais tem me chateado é o ser humano, independente de qual lado da mesa ele ocupa, não importa se ele está do lado de lá ou cá. As pessoas cada dia mais se preocupam com seu umbigo, esquecem de gestos de gentileza, chegam se espantar com um bom dia,um muito obrigada!
Poderia falar muito mais sobre temas que foram despertados em mim neste episódio, mas vou ficando por aqui, desejando ser um ser humano melhor e buscando não deixar de lado a gentileza, o respeito e as pequenas ações, que podem fazer de um dia difícil pra alguém, um dia um pouquinho melhor.